Se os rendimentos passivos é que nos podem dar liberdade financeira, como é que os criamos?
Simples: de cada vez que ganharmos algum tipo de rendimento activo, colocamos para investir uma percentagem dele. Depois esse dinheiro terá de ser aplicado numa forma de rendimento passivo, onde o dinheiro irá trabalhar para nós e não nós para ele.
No meu caso, coloco sempre 10% de lado para investimentos.
Muitas pessoas com quem converso sobre este assunto, começam logo por dizer que não lhes sobra dinheiro nenhum para isso ou que com o que ganham não dá para colocar nada de lado. Identificam-se com esses comentários? Se sim, continuem a ler!
Só este último parágrafo dá pano para mangas e para escrever um livro. Vou tentar resumir ao máximo embora já saiba que não é de um dia para o outro que se mudam formas de pensar. Demora tempo e acima de tudo é preciso querer.
A primeira observação que se faz sobre o dinheiro que ganhamos com o nosso trabalho, seja muito ou pouco, é que é finito.
Vejam o gráfico acima. Qualquer tipo de retirada de dinheiro de rendimentos activos é concorrente entre si, ou seja, se gasto dinheiro nas compras do supermercado, esse dinheiro depois de gasto já não é nosso e não pode ser gasto a meter gasolina no carro, por exemplo.
O problema é que as pessoas não colocam o dinheiro com destino logo no início e por isso vão gastando dum todo que pensam ser maior do que é.
Por exemplo, um homem recebe 600 euros e coloca no banco. Entretanto passa por um shopping e vê um artigo lá para casa que custa 100 euros. Ora ele tem 600... é um pouco puxado os 100 euros, mas é possível e pumba compra e ainda fica com 500 para o resto do mês.
Ora, se ele tivesse colocado de lado o dinheiro mal o recebia, mesmo que só o dinheiro para investimentos, ele teria nesta altura 540 euros com 60 para investimentos. Neste caso, mesmo com uma diferença tão pequena, os 100 euros já terão de ser gastos no bolo dos 540 euros, ou seja, já pesam mais e tornam a decisão mais difícil.
Se o mesmo colocar de parte também os valores para as despesas essenciais, então se calhar tem apenas 150 euros para o resto do mês e os 100 euros já parecem nesta altura um luxo impossível de suportar.
Pensar no destino do dinheiro, mal o temos nas nossas mãos, é um passo muito importante para o gerir bem melhor e ajuda bastante na criação de condições para gerar investimentos e a partir daí liberdade financeira.

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