terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Onde anda o dinheiro que ganha dinheiro?

No último post, falei sobre a diferença entre o rendimento activo (trabalho a ganhar dinheiro) e o rendimento passivo (dinheiro a ganhar dinheiro).

Se os rendimentos passivos é que nos podem dar liberdade financeira, como é que os criamos?

Simples: de cada vez que ganharmos algum tipo de rendimento activo, colocamos para investir uma percentagem dele. Depois esse dinheiro terá de ser aplicado numa forma de rendimento passivo, onde o dinheiro irá trabalhar para nós e não nós para ele.

No meu caso, coloco sempre 10% de lado para investimentos.


Muitas pessoas com quem converso sobre este assunto, começam logo por dizer que não lhes sobra dinheiro nenhum para isso ou que com o que ganham não dá para colocar nada de lado. Identificam-se com esses comentários? Se sim, continuem a ler!

Só este último parágrafo dá pano para mangas e para escrever um livro. Vou tentar resumir ao máximo embora já saiba que não é de um dia para o outro que se mudam formas de pensar. Demora tempo e acima de tudo é preciso querer.

A primeira observação que se faz sobre o dinheiro que ganhamos com o nosso trabalho, seja muito ou pouco, é que é finito.

Vejam o gráfico acima. Qualquer tipo de retirada de dinheiro de rendimentos activos é concorrente entre si, ou seja, se gasto dinheiro nas compras do supermercado, esse dinheiro depois de gasto já não é nosso e não pode ser gasto a meter gasolina no carro, por exemplo.

O problema é que as pessoas não colocam o dinheiro com destino logo no início e por isso vão gastando dum todo que pensam ser maior do que é.

Por exemplo, um homem recebe 600 euros e coloca no banco. Entretanto passa por um shopping e vê um artigo lá para casa que custa 100 euros. Ora ele tem 600... é um pouco puxado os 100 euros, mas é possível e pumba compra e ainda fica com 500 para o resto do mês.

Ora, se ele tivesse colocado de lado o dinheiro mal o recebia, mesmo que só o dinheiro para investimentos, ele teria nesta altura 540 euros com 60 para investimentos. Neste caso, mesmo com uma diferença tão pequena, os 100 euros já terão de ser gastos no bolo dos 540 euros, ou seja, já pesam mais e tornam a decisão mais difícil.

Se o mesmo colocar de parte também os valores para as despesas essenciais, então se calhar tem apenas 150 euros para o resto do mês e os 100 euros já parecem nesta altura um luxo impossível de suportar.

Pensar no destino do dinheiro, mal o temos nas nossas mãos, é um passo muito importante para o gerir bem melhor e ajuda bastante na criação de condições para gerar investimentos e a partir daí liberdade financeira.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Rendimento activo vs rendimento passivo


Começando pelo fim: para atingir liberdade financeira, temos que criar rendimentos passivos suficientemente grandes para, se assim quisermos, podermos dispensar os rendimentos activos.

Ora, convém então perceber melhor o que é isto de rendimento activo e de rendimento passivo.

Simples: rendimento activo é o dinheiro que ganhamos com o nosso trabalho e rendimento passivo é o dinheiro que ganhamos sem ser pelo nosso trabalho activo.

Dito doutra forma mais simplista, se não colocarmos parte do nosso dinheiro a trabalhar para nós, nunca criaremos a nossa liberdade financeira. A isto chama-se efectuar investimentos. Atenção: investimento não é comprar um carro ou um computador novo. Isso é uma despesa. Investimento é colocar o dinheiro a trabalhar para nos trazer dinheiro.

A partir deste primeiro segredo, já podemos tirar várias conclusões e fazer diversas reflexões. A primeira e mais óbvia, é a de que se passarmos a vida toda apenas a trabalhar, sem criar rendimentos passivos, não nos podemos admirar de nunca atingirmos um mínimo sequer de liberdade financeira. E o pior é que se algum azar nos acontece na vida como, por exemplo, um acidente limitador qualquer ou simplesmente uma ida para o desemprego, então não podendo ter rendimento activo e sem rendimentos passivos, as coisas vão ser mesmo difíceis...

Isto também explica o porquê de a idade não contar, nem quanto se ganha no nosso emprego, nem que tipo de profissão temos. Eu posso ser médico e ganhar 5.000 euros por mês e chegar à conclusão que sou um escravo da mansão, carros, esposa(s), universidades privadas estrangeiras dos filhos, etc. e terminar na mesma aflito e dependente do trabalho activo.

E agora um desafio simples para reflectirem: porque é que muitas vezes quem ganha a lotaria, passado uns tempos, vive novamente com dificuldades? Quantas histórias dessas já ouvimos? Será que conseguem desconfiar do que possa explicar isso?! Aposto que agora sim! :)

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Hello world!

Desde meio de Setembro do ano passado que comecei a estudar e a aplicar conceitos novos sobre a minha relação com o dinheiro. Já aprendi muito desde então e muito pela frente tenho para aprender.

Pelo menos já percebo porque não acumulei riqueza e como o posso fazer. Aliás, como qualquer pessoa o pode fazer pois isto não depende de quanto ganhamos, mas muito mais de como gerimos o que ganhamos.

Conseguir a tão desejada liberdade financeira não é fácil, mas é possível. E como em muitas coisas na vida, incluindo a felicidade, por exemplo, tem muito menos a ver com a sorte do que o que se pensa e sim mais com a nossa preparação para aproveitar as oportunidades que vamos tendo.

Se não somos ricos actualmente, deve-se quase de certeza apenas à nossa incapacidade de saber gerir bem o dinheiro que vamos recebendo.

Controverso? A ver vamos! Continuem a acompanhar e vamos lá ver onde é que chegaremos um dia destes. Só não esperem aqui fórmulas milagrosas nem métodos instantâneos para ganhar dinheiro. Ganhar e acumular dinheiro também exige esforço e disciplina numa fase inicial. É minha intenção explicar como se lá chega.

O ano do dinheiro está oficialmente aberto!